quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Uma Noite, Uma Voz por Darfur

Um grupo de cidadãos de Coimbra vai associar-se, na noite de 12 de Fevereiro, a uma acção, a decorrer a nível internacional, para apelar ao fim da violência sobre as mulheres no Darfur (Sudão). Será projectada, em estreia mundial, a curta-metragem Violence Against Women and the Darfur Genocide (Violência sobre as mulheres e o genocídio no Darfur), produzida pela Organização SAVE DARFUR. O curto documentário servirá de mote para um debate sobre a situação actual deste conflito.


O governo sudanês e os seus aliados, as milícias Janjawid, continuam a levar por diante uma campanha de violência sexual contra as mulheres e raparigas do Darfur. O procurador do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, disse, no seu pedido de mandado de captura do Presidente Sudanês al-Bashir, que "a violação é uma parte integrante do padrão de destruição" no Darfur.


O evento "One Night, One Voice" procura congregar activistas em defesa de passos específicos que ajudem a acabar com esta violência endémica. Entre estes passos inclui-se a plena implementação da Resolução 1820 (2008) do Conselho de Segurança das Nações Unidas – em que este reconhece, pela primeira vez, a importância da protecção de civis contra a violência sexual durante e após conflitos armados.


Pode ser obtida mais informação sobre "One Night, One Voice" em: www.savedarfur.org/women.


O QUÊ: "One Night, One Voice": Uma noite em defesa do fim da violência sobre as mulheres no Darfur


ORGANIZAÇÃO: Um grupo de cidadãos de Coimbra


QUEM: José Manuel Pureza

Daniela Nascimento


QUANDO: Quinta-feira, 12 de Fevereiro, 21.30h


ONDE: Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra

e o que é que eu tenho a ver com isso?

«Dizem-nos do genocídio em Darfur e logo disparamos "e o que é que eu tenho a ver com isso?”. Contam-nos da barbárie em Bagdad, da violência extrema na Rocinha, do despotismo na Bielorrússia e respondemos “mas que tenho eu a ver com isso?” A arrogância da pergunta casa com a sua desumanidade. É um álibi de plástico quebradiço, frágil como todas as mentiras.»

José Manuel Pureza, no seu blog palombella rossa; entrada de 30 de Outubro de 2004.

TAGV: “Uma Noite, Uma Voz pelo Darfur”

 

O TAGV notícia o evento “Uma Noite, Uma Voz por Darfur” no seu blog:

Combates na região de Darfur fizeram 30 mortos em três semanas

 

«Enquanto o Tribunal Penal Internacional pondera emitir um mandado contra o Presidente sudanês, novos combates na região de Darfur resultaram em 30 mortos e milhares de deslocados.»

Fonte: Reuters / Público

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A região do Darfur

O Darfur é uma região do tamanho da França, situada no oeste do Sudão, que antes da colonização inglesa era independente de Cartum.

Durante a guerra entre o norte e o sul, o exército de Cartum (norte) utilizou os jovens do Darfur como manancial de soldados africanos utilizados para combater os grupos armados do sul (muitas vezes através do rapto de crianças e jovens nas aldeias), mas a região foi relativamente poupada pela guerra e assistia até há pouco tempo a uma coexistência pacífica entre os pastores nómadas árabes e a população de etnia africana.

Fonte: Por Darfur

Violação e abuso sexual são prática corrente no Darfur.

Um relatório da organização de direitos humanos, Human Rights Watch, conclui que violação e abuso sexual são prática corrente no Darfur.

Depois de cinco anos de conflito, mulheres e raparigas continuam a ser vítimas tanto de guerrilheiros rebeldes como de milícias e soldados do governo.

Nem as tropas de segurança Sudanesas nem as forças internacionais de manutenção da paz têm feito o suficiente para proteger as mulheres, acrescenta a organização não-governamental com sede em Nova Iorque.

[…] Impunidade

A maior parte das vítimas tem medo de relatar os ataques e apresentar queixa; e quando o fazem, a polícia sudanesa não age. Quanto aos soldados do governo sudanês, têm imunidade judicial nos tribunais civis.

[…] Nos primeiros anos do conflito, os ataques por parte das milícias pro-governamentais, Janjaweed, faziam parte de uma estratégia para aterrorizar civis e forçá-los a abandonar as suas casas.

Mas a Human Rights Watch avisa que há uma mudança de padrão, com os abusos sexuais e violações a ocorrerem tanto em períodos de calmaria como durante os ataques às aldeias e vilas da região.

Mais capacetes azuis

As mulheres vêem-se obrigadas a aventurar-se fora dos campos para apanhar lenha, e são atacadas nas fronteiras dos campos de refugiados.

A Humans Rights Watch apela a uma maior patrulha das franjas dos campos de deslocados e ao aumento das forças de manutenção da paz, visto que a presença das tropas internacionais aparentemente inibe os ataques.

[…] A violência sexual tem sido uma constante no Darfur e é já uma marcada característica desta catástrofe humanitária.

Fonte: BBC África